Quais são os KPIs-chave para melhorar a eficiência do seu final de linha?
Na indústria atual, o final de linha deixou de ser um simples processo de encerramento para se tornar um fator estratégico de competitividade, pois influencia diretamente a produtividade, os custos e a sustentabilidade da planta. Existem diferentes indicadores-chave de desempenho (KPIs) que nos permitem diagnosticar se nossos sistemas de embalagem estão funcionando em pleno rendimento.
Neste artigo, analisaremos quais são esses KPIs e como sua otimização aumenta a eficiência do seu final de linha.
O OEE como base do desempenho operacional
Um dos principais KPIs para medir o desempenho de uma linha de produção é o OEE (Overall Equipment Effectiveness), já que se trata de um indicador que combina três fatores-chave: disponibilidade, desempenho e qualidade.
Como se calcula o OEE?
- Disponibilidade: Mede as paradas da linha. Calcula-se dividindo o tempo em que a máquina esteve em funcionamento pelo tempo em que deveria estar operativa.
- Desempenho: Mede a velocidade. Compara a produção real obtida com a capacidade máxima teórica da maquinaria. Se um sistema funciona mais lento do que permite sua ficha técnica, o desempenho diminui.
- Qualidade: Mede o produto correto. Divide os paletes enfardados ou enfundados sem defeitos pelo total de paletes produzidos.
Qual é o indicador ótimo?
O resultado da efetividade total da máquina, incluindo perdas, é obtido ao multiplicar os indicadores de disponibilidade, desempenho e qualidade. O resultado final é expresso em uma porcentagem entre 0 e 100%. Um hipotético 100% seria o resultado mais ótimo: uma produção sem paradas, na máxima velocidade e com zero defeitos.
- 70%: É o mínimo aceitável. Abaixo desse valor, as perdas econômicas por paradas e defeitos são críticas.
- 85%: É o padrão de excelência (World Class Manufacturing). Alcançar esse nível é um grande marco para muitas empresas, com mínimas paradas e uma qualidade quase perfeita.

Chaves para melhorar a eficiência e o OEE
Quando o OEE apresenta margem de melhoria, existem ações corretivas que impactam diretamente na rentabilidade da linha. Com base na nossa experiência como fabricantes, estas são as principais diretrizes:
- Automação e renovação: Substituir equipamentos obsoletos por sistemas automáticos reduz falhas constantes e acelera processos manuais lentos, alcançando uma rápida amortização.
- Manutenção preventiva e técnica: Planejar as revisões em paradas já programadas evita interrupções inesperadas.
- Formação técnica: A formação contínua da equipe técnica garante uma rápida resolução de incidências comuns e um melhor manuseio dos equipamentos.
- Continuidade operacional: Manter as máquinas em produção constante, evitando paradas prolongadas, favorece um melhor funcionamento mecânico e facilita as tarefas de limpeza e manutenção.

Mas… o OEE é a única forma de medir o desempenho do final de linha?
Apesar de o OEE ser a melhor ferramenta para medir o desempenho de uma linha de produção, ele funciona como um indicador de resultado, mas nem sempre de causa, ou seja, não detecta exatamente onde está a falha. Por isso, é importante complementar o OEE com indicadores específicos.
Estes são outros indicadores-chave que permitem avaliar especificamente e melhorar o desempenho de uma solução de embalagem de final de linha.
1. Custo de consumíveis de embalagem
O consumo de materiais é um dos KPIs mais relevantes em qualquer linha de embalagem, pois impacta diretamente nos custos operacionais. O gasto com consumíveis não deve ser medido pelo preço de compra do material, mas sim pelo consumo de filme ou fita por palete.
Uma linha eficiente não é a que utiliza o material mais barato, mas sim a que garante máxima segurança e proteção total sem usar mais material do que o necessário.
Dependendo do sistema utilizado, a otimização técnica oferece soluções específicas para reduzir esse KPI:
- Envolvedoras automáticas: Tecnologia eletrônica de enfardamento com controle de torque e sistema de pré-estiramento de filme de até 400%.
- Sistema Stretch Hood: Utiliza um único filme tubular que se adapta totalmente à carga, eliminando o excesso de plástico e oferecendo proteção total.
- Cintagem automática: Máxima estabilidade aplicando a tensão exata de cintagem, evitando rupturas e perdas de consumível.
Otimizar esse indicador pode representar uma redução de custos de até 50% em plantas de alta produção, transformando um gasto operacional em uma vantagem competitiva imediata.

2. Proteção e segurança da carga
Outro indicador-chave é o nível de incidências que ocorrem durante o transporte e armazenamento em relação à proteção e estabilidade. Cada palete danificado representa custos adicionais com devoluções, deterioração do produto e impacto negativo na reputação da empresa.
Esse KPI é medido contabilizando os danos, reclamações ou devoluções em relação ao número total de paletes entregues.
Como obter um resultado positivo? Com soluções de embalagem de última geração como o Stretch Hood, que proporciona proteção total à carga, ou com sistemas de cintagem automática, que compactam e fixam a carga para garantir sua estabilidade completa.

3. Cálculo da pegada de carbono e eficiência energética
A sustentabilidade tornou-se um KPI estratégico para qualquer empresa. No final de linha, esse indicador se concentra em reduzir as emissões por meio de um consumo energético otimizado e uma gestão inteligente dos materiais.
Com o Stretch Hood, a sustentabilidade se torna um KPI tangível, já que é o sistema mais respeitoso com o meio ambiente ao reduzir o uso de plástico, utilizar filmes com conteúdo reciclado e operar com motores e componentes de alta eficiência.

Como medi-lo na prática:
- Consumo energético por palete: Registrar a energia consumida (kWh) dividida pelo número de paletes enfundados.
- Consumo de filme por palete: acompanhamento em gramas de material por palete.
- Uso de consumíveis sustentáveis: Percentual de consumíveis recicláveis ou reciclados utilizados sobre o total.
- Emissões evitadas: Calcular a redução de emissões de CO₂ com Stretch Hood em comparação com outras soluções que utilizam fornos de retração, como o sistema termorretrátil.
4. Melhoria do ROI no final de linha
Por fim, o retorno sobre o investimento (ROI), o KPI que reflete o sucesso econômico de todas as melhorias aplicadas na linha. Fundamental para avaliar qual será o retorno econômico de um NOVO sistema de embalagem.
Como medir esse KPI na prática:
% ROI = (economias líquidas / investimento inicial) × 100
Na prática, ele pode ser considerado um indicador global, pois reflete o resultado econômico de todos os demais KPIs analisados: economia em consumíveis de filme, redução de incidências logísticas, menor consumo energético, aumento da produtividade e melhoria do OEE. Cada uma dessas melhorias parciais gera um impacto econômico que, somado, se traduz em um retorno do investimento mais rápido e mensurável.

Em conclusão, os KPIs do final de linha são a ferramenta-chave para medir e garantir o correto funcionamento do seu final de linha. Como vimos, não basta monitorar o OEE, sendo também necessário aprofundar em indicadores específicos como o custo por palete, a segurança da carga ou a pegada de carbono para detectar e corrigir as perdas invisíveis que afetam a eficiência do seu final de linha.
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